Inconformados #1: Game Invest

Carefully crafted in 03 Feb 2008

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Decidi começar uma nova categoria aqui no tasco, just out of fun. Todos as semanas me chegam, profissionalmente ou pessoalmente, exemplos de empreendedorismo em Portugal e que reforçam a minha teoria de que nas novas tecnologias da informação existe um grande fosso entre o talento e as oportunidades do mercado de trabalho. Mas apesar disto, ou talvez por consequência, é também com grande satisfação que vejo uma nova geração de empreendedores a emergir neste País cheio de sol. Pessoas, acima de tudo jovens, que não se conformam com o fado e com o eterno discurso de contestação, de má língua e inveja que nos caracteriza, e que em vez de falar arregaçam as mangas e dão exemplos de coragem e determinação com uma visão que vai muita vezes, como deve ser, para além de rectângulo que nos aloja.

Portanto sem pretensiosismo nenhum nem segundas intenções, sem fanfarra nem testamentos, da forma mais simples e eficaz que o meu tempo me permita, vou aqui destacando quase num formato de micro-blogging os casos que me chamam à atenção e que eu acho que, segundo os meus critérios, são os bons exemplos e que merecem ser divulgados. Estes casos ficarão arquivados numa categoria própria, para recordar. Têm sugestões? Enviem-me.

O primeiro é a Game Invest. O CEO Paulo Gomes esteve recentemente nas Manhãs da 3 e a conversa, bastante descontraída, despertou-me o interesse. Fui investigar.

A Game Invest é uma empresa Portuguesa sediada em Portalegre que já existe há algum tempo e que parece (?) ter sido o resultado evolutivo e um dos filhos da ex-Associação de Produtores de Jogos Electrónicos mas que está a atingir agora o ponto de rebuçado, parece-me. E parece-me também que vamos ouvir falar muito deles. Desenvolvem e publicam jogos para computadores e consolas, licenciados ou desenhados pelos próprios. Em meados de 2007, a GI teve um reforço significativo de capital social que é agora de cerca de 3.5M€ e que tem como investidores empresas tão estranhas para esta actividade como a Investfino, a Óptica Reis ou a Soares da Costa, entre outros. (O que prova que há investimento de risco neste País, by the way, haja a capacidade de os cativar).

Segundo o CEO, a Game Invest é a única empresa Portuguesa que tem todo o equipamento e os processos de certificação para desenvolver e publicar jogos em todas as principais consolas do mercado, incluindo XBOX 360, Nintendo Wii, PSP, PS2 e PS3 e têm estrutura própria de suporte a todas as etapas do ciclo de produção de um jogo, incluindo a concepção artística, o desenho, a programação, a modelação 3D, marketing, distribuição e vendas. Mais, “A Game Invest financia e apoia a produção e distribuição de projectos criativos de empresas de desenvolvimento de Jogos Electrónicos e seus derivados.”

Entre os jogos feitos pelos próprios destaca-se o Aquatic Tales que estará próximo de chegar às prateleiras, disponível em PC/Mac, Nintendo DS e Wii.

Existem outras empresas Portuguesas produtoras de Jogos Electrónicos (ie: CiberbitRTSolutionsYDreamsSpellcaster Studios, etc) e algumas de uma forma ou de outra se associam-se à GI. As comunidades de gaming Portuguesas não ficarão decerto surpreendidas com este destaque e poderão complementar em detalhe estes breves parágrafos.

Poderá esta vir a ser uma Codemasters Portuguesa ?

Website: http://www.gameinvest.net/

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